Palácio ImperialO começo do Primeiro Reinado marca o fim do Período Colonial no Brasil; porém, isso não significou uma alteração muito grande nas condições econômicas e sociais do país. Os mais ricos continuaram com esse status e a desigualdade social era muito grande. A política do país passou a adotar medidas visando organizar o Estado Brasileiro. O primeiro passo foi elaborar a primeira Carta Constitucional, que seria responsável por estabelecer procedimentos legais. Além disso, era necessário que o governo imperial começasse a estabelecer contato com os outros países, a fim de criar os contatos comerciais. 

Posteriormente, foram criados os órgãos do Estado, um exército brasileiro e leis constitucionais. Ocorreu uma divisão entre o Partido Brasileiro, os conservadores e os liberais. Para os conservadores, a monarquia deveria ter poderes ilimitados e para os liberais, o certo seria a implantação de uma monarquia constitucional com províncias mais autônomas.

José Bonifácio

Com a posse de D. Pedro, José Bonifácio assumiu o ministério e passou a atacar as lideranças mais radicais. Fechou maçonarias e influenciava a imprensa. Como era um representante da elite social do país, ele pensava através das ideias europeias e iluministas. Tinha, entre os principais objetivos, o aumento do trabalho assalariado, lavouras mecanizadas e o fim da escravidão. Além de contrariar os ideais da elite que representava, Bonifácio passou a confrontar o próprio Imperador. Após a aprovação da Constituinte, Dom Pedro I se distanciou dele e do Partido Brasileiro. Em 1923, Bonifácio pediu demissão do governo, depois de diversas táticas e pressões do Imperador.

Constituição de 1824

Havia diversos problemas entre o Partido Brasileiro e Português. Por isso, foi convocada uma Assembleia Constituinte, que limitou os poderes do imperador. Como represália, ele dissolveu a Assembleia e instituiu um Conselho de Estado para que fosse elaborada a nova Constituição. Ela foi outorgada em 1824. No documento, ficava assegurado um governo monárquico e hereditário, catolicismo como religião oficial, eleições indiretas, divisão em quatro poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador) e voto censitário.

Fim do Primeiro Reinado

Com a nova Constituição, o Imperador começou a comandar a Câmara e os Conselhos Provinciais, indicar presidentes das comarcas e retirar juízes dos seus cargos. Os problemas no país começaram com a participação na Guerra da Cisplatina, em 1825. O líder da revolta, Juan Antonio Lavalleja, anexou a Cisplatina à República das Províncias Unidas do Rio da Prata, região onde está a Argentina. O Brasil declarou guerra aos argentinos e o conflito durou até 1828.

O país sofreu com os problemas financeiros acarretados pelas dívidas de guerra. A inflação atingiu a população e o Banco do Brasil entrou em falência em 1829. Além disso, com a morte de D. João VI, em Portugal, seu filho Miguel aplicou um golpe e tomou o poder. Dom Pedro I começou a ficar cada vez mais impopular por aqui, sendo que na Europa, os poderes absolutos começavam a perder força.

Em 1831, os aliados do Imperador resolveram fazer uma manifestação de apoio a ele, mas os opositores realizaram uma manifestação contrária. Eles se encontraram e houve um confronto que recebeu o nome de Noite das Garrafadas. Com diversas decisões divergentes, D. Pedro ficou sozinho e sem apoio. A única opção era abdicar do trono. Em 07 de abril de 1831, ele o deixou para seu filho, D. Pedro de Alcântara e foi embora do Brasil. Antes de ir, nomeou José Bonifácio como o tutor do futuro imperador.