Monumento de GuerraO filho de D. Pedro I conseguiu ter sua maioridade alterada em 1840, com a ajuda de uma medida constitucional. Ele tinha 14 anos e sete meses e esse ato recebeu o nome de Golpe da Maioridade. Ele seria o novo Imperador do Brasil durante o Segundo Reinado, de 1840 a 1889. Esse golpe aconteceu sob a alegação de que o governo regencial estaria causando revoltas e rebeliões por todo o país. Durante seu reinado, as rebeliões acabaram, dentre elas, a Balaiada e a Farroupilha. Somente a Revolução Praieira ocorreu durante esse reinado.

A situação política era tranquila e os maiores beneficiados foram os grandes proprietários de terra. Para essa classe, as decisões políticas do país deveriam ficar longe dos populares e eles apoiavam a continuação da escravidão. Durante esse reinado, o Partido Liberal e Conservador se alternavam no poder.

Entre os anos de 1840 e 1846, os dois partidos discutiam a respeito do sistema de governo e, daí, surgiu o Parlamentarismo, que funcionava em conjunto com o Poder Moderador. Outra mudança foi a criação do cargo de presidente do Conselho dos Ministros. Ou seja, o imperador escolhia o primeiro-ministro e esse era o responsável por decidir quais seriam as pessoas que ficariam no gabinete ministerial. O imperador detinha o poder moderador e, com ele, poderia acabar com esses gabinetes e solicitar a formação de um outro ministério.

A calmaria obtida pelo governo de D. Pedro II ocorreu principalmente devido à estabilidade econômica alcançada com as vendas do café brasileiro. No século XIV, o país passou a exportar mais coisas e a produzir bastante produto o que garantia a satisfação dos proprietários rurais. O cultivo do café começou na região serrana do Rio e depois conquistou as lavouras de São Paulo, que tinham um solo bem fértil.

Escravidão

Para garantir a distribuição da produção cafeeira, os fazendeiros tinham que comprar muitos escravos para todo o serviço, mas enfrentavam problemas como a queda no tráfico mundial de escravos. A Inglaterra começou a estabelecer acordos e tratados, para reduzir e acabar com o tráfico negreiro do mundo, mas o Brasil não seguia nenhuma norma estabelecida por eles.

A primeira concessão aconteceu em 1850, com a promulgação da Lei Eusébio de Queirós, quando ficou estabelecido o fim do tráfico de escravos. Com isso, o trabalho escravo entrava em declínio, mas os mais ricos tentavam impedir a abolição da escravatura. Com o número de escravos reduzido, a medida adotada pelos produtores paulistas foi a imigração de colonos assalariados. A abolição da escravidão somente ocorreu em 1888, sendo que o Brasil foi um dos últimos países a tomar tal decisão.

O Fim do Segundo Reinado

Com o comércio do café em alta, a indústria brasileira cresceu e os centros urbanos também. Essa mudança foi o diferencial no surgimento de novas camadas na sociedade. Essa parte da população era responsável por questionar a monarquia e exigir mudanças no regime político e na questão escravocrata. A produção cafeeira foi sendo reduzida no Rio de Janeiro e teve crescimento em São Paulo. A monarquia não conseguia mais atender aos interesses da sociedade e começou a ser criticada pelo Exército brasileiro e pela Igreja Católica. A junção dos proprietários rurais com o Exército conseguiu derrubar o regime monárquico e instaurar a Proclamação da República.